sexta-feira, 1 de maio de 2026

 Só para os antigos de idade:

Radionovela "O EGÍPCIO",
o maior sucesso no rádio acreano.
Por Gilberto Saavedra - Jornalista e Radialista
Uma bela historia cheia de bruxarias,
rodada no Egito antigo nos tempos dos faraós,
com passagens de Moisés.
O EGÍPCIO, de Ivani Ribeiro,
foi transmitida no início da década de 70 (século XX),
pelas ondas sonoras da Rádio Difusora Acreana.

No pé do receptor o ouvinte acompanhava as aventuras incríveis,
da mocinha MINEIA e do seu galā, RADAMÉS,
sempre o casal de heróis, tentando se livrar
das maldades do vilāo MARDUK.

Nesse período, em Rio Branco,
só existiam duas emissoras de rádio; a Novo Andirá
da família Dantas e a rádio do governo,
a Rádio Difusora Acreana.

Novo Andirá, emissora nova, melhor som local (onda média)
bem musical a gosto dos jovens, comandava a audiência
de público na capital.

A direção da Difusora parte para o tudo ou nada
e implanta critérios de promoções nas publicidades
e cria uma nova programação para fazer frente com
a Rádio Novo Andirá.
No horário da manhâ a emissora dos Dantas era líder de audiência.
Altemir Passos (bela voz) e José Simplício (o galã acreano das mocinhas) comandavam os espectáculos.

Sem uma solução,
para competir no horário da manhâ,
com esses dois comunicadores imbatíveis da Novo Andirá,
a direção da Difusora, buscava algo novo na programação
que pudesse competir de igual para igual.

Mais não foi fácil,
não encontrava uma solução para o caso
depois de várias tentativas sem sucessos.

É assim, a emissora dos Dantinhas
deitava e rolava em cima da Difusora.

Até que um dia, depois de assistir o filme "O EGÍPCIO )
no cine Acre, que foi um sucesso de bilheteria
com um grande público, ALANY SAAVEDRA (minha esposa),
teve uma brilhante ideia e me disse:

Alany -- Saavedra, existe uma radionovela
com esse mesmo nome "O EGÍPCIO".
Saavedra -- Sim existe sim é daí?
Alany --Você não viu o cine lotado?
Saavedra -- Vi sim!
Alany -- Então?
Saavedra -- Então o quê?
Alany -- Manda o Zé Lopes trazer essa radionovela!
Bendita e sábia sugestão de minha esposa.

Falei com o José Lopes, que era o Diretor Geral
e o Estêvão Bimbi, Chefe do setor Artístico,
que passaram a estudar, mas, radionovela
nāo estava no plano, porém concordaram
com a sugestão da minha mulher.

O sucesso foi imediato e logo conquistamos a liderança
no horário.
Os rádios das casas ligados no EGÍPCIO, que passou a comandar
o espetáculo.

Na época, além de locutor, tinha função de confiança,
era chefe do setor de programação da emissora oficial
do governo do Acre.

Fico feliz, por esse então momento de felicidade e alegria,
que proporcionamos ao público ouvinte
da Rádio Difudora Acreana.

Gilberto Saavedra - locutor dessa época.
A história completa, O Egípcio, está no blog Alma Acreana.

 

Agronegócio: a nova riqueza do Brasil mudou de lugar,

e o brasileiro ainda não está cônscio da grande conquista

 no campo.

Por Gilberto Saavedra.

 

ATUALMENTE,

A nova maior riqueza do Brasil não está localizada

nas duas maiores e ricas metrópoles brasileiras,

São Paulo e Rio de Janeiro,

 

e também, nem se encontra nas outras quatro (4)

mais importantes cidades do país: Curitiba (PR.),

Florianópolis (SC.), Porto Alegre (RGS.) e Belo Horizonte (MG.).

 

HOJE,

a maior riqueza do Brasil se encontra no campo do Agronegócio.

 

(O poder econômico) transferiu-se para outra moradia.

Está no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

 

O Agronegócio, sozinho, é incumbido

por quase a metade (40%) do PIB (Produto Interno Brasileiro).

 

O fantástico Agronegócio brasileiro,

passou a perna na Indústria brasileira, deixando-a lá para trás,

por gerar somente (14%) do PIB.

 

A RICA Petrobrás (com o petróleo),

já não é tão poderosa como outrora.

 

A riqueza e os empregos (com formações especializadas) estão no campo, na agricultura brasileira.

 

Com certeza absoluta, o brasileiro não sabe que o sucesso do Brasil no mundo está no plantio e pecuária.

 

Agronegócio, um rico poder financeiramente.

 

Encontrar os treze (13) milhões de empregos só nas cidades,

ficou muito mais difícil, quando então,

milhares deles estão no campo.

 

O Brasil atual, é o maior produtor de alimentos do mundo.

Que falem: Suécia, Noruega, Suíça, Holanda, França, Alemanha e China (com uma população de 1.402.509.302.

(Um bilhão, quatrocentos e dois milhões, quinhentos e nove mil e trezentas e duas pessoas), etc.

Corresponde: 7 (sete) brasis, para alimentar.

 

Os resultados a favor dos brasileiros mais vulneráveis,

têm que sobrevir, desse novíssimo e rico empreendimento mundial do Brasil.

 

Essa vitória, nasceu lá atrás, (recentemente),

quando um brasileiro de grande visão estratégica,

inteligentemente, sentiu que, a vasta extensão

de terras brasileiras (sem produção agrícola e pecuária),

 

e com um clima o ano inteiro para plantio (diferente da Europa

e outros países do planeta), poderia se transformar (beneficiar)

num futuro bem próximo, num imenso celeiro alimentar, para matar a fome por esse mundo afora.

 

Esse brasileiro chama-se na história,

Garrastazu Médici, que teve a ideia de cria a EMBRAPA

(Empresa Brasileira de Pesquisas Agrícolas), em 1973.

 

A EMBRAPA tem como meta o desenvolvimento

de tecnologias, conhecimentos técnico-científicos

focados para agricultura e pecuária.

 

É a maior empresa de pesquisas de Agricultura tropical.

 

Pura tecnologia brasileira para o mundo,

fundada pelo estrategista – General de Exército

Emílio Garrastazu Médici, Presidente da República do Brasil (período de 1969/74).

 

 

 

 

 

DIA DAS MÃES

“POEMAS À RAINHA DO LAR”

 “AMOR DE MÃE” (Gilberto Saavedra - 2016).

 

COMO É LINDO

O AMOR DE MÃE AO FILHO

O AMOR MATERNAL

É UM AMOR VERDADEIRO.   

                          

UM AMOR SEM IDADE

UM AMOR QUE SÓ QUER O BEM;

UM AMOR QUE NÃO PEDE NADA EM TROCA

UM AMOR INFINITO, MAIOR QUE O CÉU.

 

UM AMOR SUBLIME.

AMOR DE MÃE É SEMPRE TERNO.

É O MAIOR AMOR DE NOSSA VIDA

É O MAIOR AMOR DO MUNDO.

 

UM AMOR QUE NUNCA MORRERÁ;

É O AMOR DE MÃE

QUE DIRÁ AOS FILHOS, NETOS E BISNETOS,

DO INÍCIO AO FINAL DA VIDA:

 

EU AMO

E SEMPRE AMAREI ETERNAMENTE

MEUS FILHOS AMADOS.


Foto Dona Geny Mesquita e Ritinha Saavedra

É muito triste quando a nossa querida mãe vai embora para outra dimensão; até um simples conselho que ela nos dava, sentimos no coração.

Por isso faço esta homenagem à rainha do lar.

 

“QUANTA SAUDADE DE TI MÁEZINHA QUERIDA”

 

MINHA MÃEZINHA VIVIDA

MINHA DÓCIL AMADA

VENERADA LOUVADA
                            Foto da Professora Dra. Luisa Karlberg

“QUANTAS SAUDADES DE TI”.

 

MINHA MÃE DE NINAR

MINHA VIDA ETERNA

DAS BENDITAS PALAVRAS

“QUE ME AJUDARAM A CAMINHAR”.

 

MINHA MÃEZINHA MUITO FAMILIAR

MEUS OLHOS MINHA VIDA

MEU FAVO DE MEL

“OBRIGADO, POR SEMPRE GUIAR-ME”.

 

MINHA MÃE DA PRECE

MINHA MÃEZINHA DA FÉ

GRAÇAS POR TUDO

PELO CAMINDO DA LUZ.

 

MINHA MÃE DO CORAÇÃO SUBLIME

MÃE DA CARIDADE E DO CONSELHO JUSTO

SEMPRE DO AMÁVEL ENCONTRO

COM O SORRISO FRANCO.

 (Autor Gilberto a. Saavedra)

 

“À RAINDA DO LAR”

 

MINHA MÃEZINHA QUERIDA

VOCÊ É MINHA MAIOR ALEGRIA

ENCHE MEU CORAÇÃO DE AMOR

DEIXANDO PARA TRÁS TODA SUA DOR.

 

MAMÃE, EU NUNCA TE ESQUECEREI

VEJO SEMPRE A SENHORA NA COZINHA

FAZENDO UMA GOSTOSA PAPINHA

COM O AMOR DE QUE, SEM EXCEÇÃO, A SENHORA, TINHA.

 

ELA É QUERIDA DE TODOS

O MAIS LINDO NOME QUE SE PODE PRONUNCIAR

PARA SER ESCRITO COM LETRAS DE OURO

NUM GRANDE ALTAR, BEM NO CORAÇÃO DO LAR.

 

VOCÊ É O MAIS PURO AMOR A NOS DAR

TU ÉS A RAINHA DO LAR.

MAIS DO QUE A MULHER DO CÂNTICO DOS CÂNTICOS

OU MAIS BELA QUE A RAINHA DE SABÁ.

(Autor Gilberto A. Saavedra)

 

NOTA

Mãe, sua permanência reside em mim; e no meu coração, guardo como grande lembrança o seu amor eterno.

Minha inesquecível e querida mãe, Ritinha Saavedra, infelizmente faleceu por causa de um engasgo com um ossinho de frango no ano de 2004.

 

Os médicos mineiros, no hospital, onde ficou internada tentaram de tudo, mas ela foi a óbito.

Era uma mulher saudável, apesar já da idade avançada com mais de 80 anos.

 

Foi funcionária da União e trabalhou muito tempo no setor de portaria do Hospital de Clínicas, de Rio Branco, capital do Acre, solidificando um amável círculo de amizade.

 

Todos no hospital a conheciam pelo o seu serviço prestado.

 

Cuidou do meu pai até o falecimento dele.

Residiu com família em muitas cidades acreanas, além de Manaus, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, onde

faleceu.

(Gilberto A. Saavedra – Radialista e Jornalista)

 

 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

 FUI À PESCARIA COM O SGT. MANOEL RIBEIRO

O MOTORISTA O ‘GATO’ E UMA ONÇA-PINTADA

NO IGARAPÉ SÃO FRANCISCO EM RIO BRANCO.
Histórias acreanas não contadas (conto de pescador - boa leitura)
Gilberto A. saavedra
TRIBUTO a dois grandes amigos de minha família:
O Delegado Dr. Manoel Ribeiro (Sargento da Guarda do ex-Território Federal do Acre e,
ao funcionário público, Sebastião Gomes dos Santos, muito querido por todos, conhecidíssimo como (vulgo), ‘Gato’, por estar sempre de bom humor.
Foi aproximadamente, de 12 aos 13 anos de idade,
em Rio Branco, o tempo em que eu mais participei de pescarias em minha vida.
Minha predileção era o igarapé São Francisco.
Meu ponto fixo era bem próximo ao quartel do Exército
(antiga 4ª Cia de Fronteira); não me afastava muito
(não saia do local).
Tinha um pouco de medo, do que pudesse me acontecer.
Falavam vários boatos sobre o lugar: (disse me disse de boca em boca), sobre visagem (fantasma ou assombração), cobra grande ou mapinguari.
Às vezes, eu ia sozinho mesmo, sem autorização, às escondidas de minha mãe e também de meu pai.
Mas, na maioria das vezes, eu ia sempre acompanhado em conjunto com outros amigos, especialmente, quando era de espinhel, tarrafa no (rio Acre), ou à noitinha nas águas das olarias em busca de traíras.
Gostava de levar comigo para a minha alimentação, uma boa farofa de carne seca (jabá ou charque), aipim cozido (macaxeira), bananas e água.
Meu pai, não era de acordo com esse meu hobby e muitas vezes me proibia de pescar.
Ele era rígido em alguns pontos. Não permitia ler muitos gibis, jogar futebol e, por precaução de segurança, nem pescar.
Mas, às vezes, eu desobedecia a essas regras citadas.
Na maioria das minhas pescarias foi realizada quando ele (meu pai) estava fora de Rio Branco; ele convivia mais em Tarauacá, cuidando dos seus negócios particulares.
Eu sempre trazia pescados de minhas pescarias. Gostava de um Cará (Acará) na farofa ou um cozido de Mandi.
Impressionante, é que em minha rua, moravam os dois maiores pescadores do bairro: o Gato (funcionário público), gente boa, e, o seu parceiro de pescaria o Sargento Dr. Manoel Ribeiro (militar) da antiga Guarda do ex-Território do Acre.
Os dois sempre estavam juntos nas pescarias; uma dupla que ficou famosa nas redondezas, por trazer sempre no retorno das pescas muitos peixes.
A dupla de pescadores mantinha segredos sobre o local de suas façanhas no caniço.
Todos queriam saber o local de tantos pescados em abundância.
Eu me incluía (era um), entre os curiosos, doido para descobrir o lugar da piracema.
O Dr. Manoel Ribeiro, era um dos nossos vizinhos (ao lado da casa de minha família).
Era amigo da família desde o tempo de Tarauacá, e ex-colega de meu pai da primeira turma de estudantes de Direito da faculdade.
O Gato era conhecido dos meus pais e também residia perto de nossa casa, uns 100 metros de distância.
Meu maior desejo era um dia conseguir ir pescar com essa famosa dupla de pescaria.
Às vezes, sonhava pescando com eles. Porém, como realizar essa proeza, pois era apenas um menino.
Eu sabia que o meu pai, gostava muito de pescados; ele adorava esse tipo de alimentação: Pirarucu, Tambaqui, Pacu, Dourado, Piau, Mandi, Traíra e, também, àqueles peixes secos que eram vendidos no mercado Municipal e mercearias adjacentes.
(Diziam até que se comessem muitos deles, morriam de uma enfermidade incurável).
Num belo dia ele (o meu pai), chegou de Tarauacá de surpresa em casa, e encontrou na cozinha de casa uma bacia cheia de peixes e foi logo exclamando!
[Meu pai] – Que maravilha! Quantos peixes!...
[Minha mãe] – Foi o Gilberto que pescou!
[Meu pai] – Foi, hein?
[Minha mãe] – Foi! Mas não vai brigar com o menino, ok?
[Meu pai] – claro que não! Ele é um bom pescador! Hummm!!!
A partir dessa pescaria, meu pai não se importou mais, deixando de me proibir de pescar. Dissera que eu já estava bem grandinho.
Ele, tomando conhecimento do meu desejo, de querer um dia, pescar com essa dupla de pescarias famosas, meu pai, resolvera falar com o Dr. Manoel, solicitando ao amigo, que um dia me levasse, “era o meu desejo de acompanhá-lo numa pescaria”, disse o meu pai para ele.
Prontamente o Dr. Manoel Ribeiro atendeu ao pedido do amigo (meu pai), e marcou que, já na próxima pescaria eu iria com eles.
Eu fiquei feliz da vida e me preparei do jeito como eles iam (no vestuário) à pescaria.
No dia marcado, cedinho, antes do dia clarear, lá estava eu já pronto para partir: caniço (vara de pescar) na mão; uma bolsa de pano à tiracolo com uma lata cheia de farofa de carne seca (jabá), bananas, água e o samburá (o cesto de cipó) para colocar os pescados).
Ficamos aguardando o Gato aparecer.
Quando ele chegou foi logo perguntando!
[Gato] – O que o menino faz aqui tão cedo?
[Dr. Ribeiro] – Ele vai conosco!
[Gato] – Conosco?
[Dr. Ribeiro] – Sim, é filho do nosso amigo e vizinho o
Professor Levy Saavedra!
O Gato ficou com uma cara (de pouco amigo) de quem não gostou da ideia de levar um garoto para um lugar hostil, mas acatou (acabou concordando), com essa situação inusitada, de levar com eles, um moleque para suas cobiçadas pescarias.
Partimos para o igarapé São Francisco. Foi um estirão longo.
Depois de mais de duas horas de caminhada e igarapé adentro, finalmente, chegamos aos primeiros locais da famosa pescaria.
Eles sabiam de tudo em relação à pesca: a melhor hora de si pescar; uma boa isca e um bom ponto de fisgar mais peixes.
O lugar era inóspito; um local impróprio para um menino; muita lama (barranco escorregadio), mata cerrada e muitos mosquitos.
Mas fui bem protegido usando um vestuário igual ao da dupla: Camisa de mangas compridas, calça e chapéu de palha. Kkkkk!
A pescaria ia bem. Eu sempre ficava um pouco próximo de um dos dois. Almoçamos e tiramos uns minutos para o descanso.
Já, lá pela tardinha, depois de muitos deslocamentos (de vez em quando), em busca de pescados; uma trajetória de mais de um quilômetro, andando e sentando na beira do igarapé (eu já sentia cansaço, desânimo, dores pelo corpo e uma exaustão).
Finalmente, o momento do retorno, com um excelente resultado de pescados de mais uma boa pescaria, principalmente, de piaus e mandis, onde todos estavam satisfeitos.
Mas, antes da gente ir embora, do outro lado da margem do igarapé, surge o inesperado!
Um vulto grande começou a si mexer entre as folhagens, bem em frente à minha direção.
De repente, ‘meu Senhor’, sai de dentro das moitas (do mato), silenciosamente, uma baita de uma onça-pintada para beber água; o animal fica de frente para mim, mas não percebe a minha presença, pois estou no meio das folhagens.
Eu fiquei com tanto medo, que não mexia nem um olho; fiquei imóvel, mas em minhas mãos, o caniço, tremia mais do que vara verde.
A fera começou a si deslocar vagarosamente, descendo de barranco abaixo em direção ao igarapé para saciar sua sede.
O Dr. Ribeiro estava um pouco mais afastado, por isso não notou o momento da chegada do perigoso animal; o Gato bem mais próximo de mim, já tinha também percebido (como eu) à distância, o selvagem quadrúpede.
O animal começou a beber a água e eu me tremendo ainda mais.
De repente, ‘Seu menino’, o Gato (o homem pescador), no intuito de assustar (de surpresa) o animal, deu um tremendo grito (um berro), digo um miau ou um esturro como de um tigre!
A onça também se assusta! Salta de lado para o outro e também responde com o esturro grave, um ronco forte e assustador.
E numa velocidade incrível (assustada), escafedeu-se!
Eu, que estava em cima de pequenos e finos galhos próximo à água, com o medo que tomei ao ver o feroz animal, e logo em seguida os gritos do Gato e o forte esturro do bicho, me desequilibrei dos galhos e caí acidentalmente dentro do igarapé, no mesmo instante em que o animal fugia.
O Dr. Ribeiro ao notar eu caindo, correu em minha direção de arma em punho (tinha porte de arma, ele era militar), para me socorrer, pois nesse tronco do igarapé havia uma pequena correnteza de águas.
Porquanto, tudo sanado (já nadava desde os cinco (5 anos) de idade), tudo salvo!
Mas, eu, todo molhado, igual a um pinto calçudo. O importante é que não aconteceu nada de grave, graças ao grito de guerra do amigo Gato.
Porém, ele o Gato, após o episódio, caiu em gargalhadas.
Eu, e o Dr. Ribeiro também caímos em gargalhadas.
O Gato veio rindo (gozando de mim) até chegarmos a nossas casas.
Depois desde incidente inusitado, ele o (Gato) sempre que passava em frente de casa, exclamava!
[Gato] – Gilberto Saavedra! Amanhã tem pescaria novamente. Vamos?
(Eu)
– Fui?...Nunca mais! Jamais! Kkkkkkkk!
Depois dessa lição, me lembrei dos conselhos de meu pai.
(Gilberto A. Saavedra)

  Só para os antigos de idade: Radionovela "O EGÍPCIO", o maior sucesso no rádio acreano. Por Gilberto Saavedra - Jornalista e Rad...