sábado, 14 de fevereiro de 2026

 

ESTÊVÃO BIMBI E O MUNDO CÃO

O DIA EM QUE O GRANDE RADIALISTA E JORNALISTA

CHEGOU À DIFUSORA ACREANA.

Por Gilberto Saavedra - jornalista e radialista

 


Segundo ele, fui o primeiro radialista que ele conheceu no Acre.

O fato aconteceu na Rádio Difusora Acreana no finalzinho dos anos 60, da seguinte maneira:

 

Eu era o locutor do horário. Nos intervalos de anúncios comerciais, saia dos estúdios para me movimentar um pouco.

Num desses espaços de folga fui à frente da emissora e, ali, se deu esse encontro inédito com o grande Estêvão Bimbi, “A fera do rádio acreano”.

 

Era a primeira vez que eu estava vendo o Bimbi.

Um homenzarrão de cor branca, cabelos loiros e olhos azuis.

Ele, então, veio ao meu encontro - subindo os degraus da escada da emissora, carregando numa das mãos uma pasta (contendo documentos).

 

Cumprimentamo-nos, se apresentou e disse que gostaria de marcar uma audiência com o Diretor-Geral da emissora.

 

José Lopes o diretor, naquele momento não se encontrava no recinto da rádio.

Solicitei ao visitante, que entrasse e aguardasse o diretor na sala de espera.

Eu ia aos estúdios dava sequência ao programa e retornava.

 

Fiquei conversando um pouco com ele. A conversa ficou interessante, então, o levei para os estúdios.

 

Falou de sua carreira no Rio de Janeiro (por sinal brilhante) e de sua vinda para o Acre.

 

Eu como Chefe do setor de Programação da rádio oficial do governo, vi no jornalista, uma grande oportunidade de a Difusora ter em seu quadro um competente radialista.

 

O diretor José Lopes não perdeu a oportunidade e contratou-o.

 

No Rio trabalhou na década de 60 na rádio Mayrink Veiga, emissora de grande sucesso carioca e que foi fechada durante o governo militar.

 

Bimbi, então tocou sua carreira para o interior do país, passando por várias emissoras - chegando ao Acre para nossa alegria no rádio acreano.

 

Estevão Bimbi (natural do Estado de São Paulo) que já era profissional transformou-se no grande do rádio no Acre.

 


Acredito que o Bimbi tenha sido nesse meu primeiro período de Difusora, um dos primeiros radialistas de fora do Estado do Acre, a ocupar o microfone da mais antiga.

 

Mais tarde Paulo Farias (amazonense) e Marte Rocha (baiano).

 

Não preciso falar mais nada sobre o grande e inesquecível Radialista Estêvão Bimbi.

 

Todos os conheceram e sabiam de sua capacidade e esforços, para mostrar aos ouvintes um rádio combativo em prol da justiça e da igualdade.

 

A última vez que o vi pessoalmente foi em 1995 - nos estúdios da rádio Alvorada, numa minha rápida visita ao Acre. Entrevistou-me e si emocionou.

 

Entre outros programas de êxito no rádio do Acre, seu maior sucesso foi o inesquecível programa que muitos tinham temor, “O MUNDO CÃO”, lembrado por muitos até hoje.

 

Um programa de grande audiência e que fez escola no rádio acreano.

 

Trabalhamos juntos na Difusora ainda um bom tempo. Excelente jornalista. Um ótimo colega de profissão. Infelizmente nos deixou muito cedo. Gostava muito dele.

 

Como Chefe de programação dessa época, eu não posso deixar de relatar nesse período do Bimbi, sua grande contribuição e esforço à equipe da Rádio Difusora Acreana que, cumpriu para barrar a grande audiência na capital da rádio Novo Andirá.

 

Não tinha como vencer os dois memoráveis radialistas - Altemir Passos e o galã das mocinhas – José Simplício na Novo Andirá.

 

Foi preciso jogar no ar com transmissão da Difusora Acreana, a grande radionovela “O Egípcio” de Ivani Ribeiro, para combater e assumir a liderança de audiência em Rio Branco.

 

Ainda não havia TV no Acre (chegou em 1974) e, não posso esquecer, os amigos da então “Era de Ouro do rádio acreano”, que trabalharam com afinco por um rádio melhor e mais moderno.

 

Somente, saudade e saudade desse período maravilhoso.

 

Radialistas e (Jornalistas de 1965/73):

Natal de Brito, Cícero Moreira, Mota de Oliveira, Altemir Passos, Rivaldo Guimarães, José S. Lopes, Etevaldo Gouveia, Anselmo Sobrinho, Theodomiro Souto (Teó), Chico Pop, João Morais Filho, Gilberto Saavedra, Zezinho Melo, Jorge Cardoso, José Valentim Santos, Compadre Lico;

 

Agnaldo Martins, Agnaldo Guilherme, Lino Braga, Adalberto Dourado, Edson Soares, Raimundo Nonato (Pepino), Nivaldo Paiva, Sérgio Quintanilha, Hugo Conde, Rita Batista, Estêvão Bimbi, Nilda Dantas;

 

 William Modesto Delmiro Xavier, Francisco Pinto, Francisco Cunha, Mauro D’Avila Modesto, Carlos José A. Esteves (na Assessoria do palácio), Joaquim Ferreira, Alício Santos, Luis Rodomilson, Marinete Távora Wonlind, Eduardo Mansour, Dom Giocondo Grotti, Míriam Fontenele e Gerardo Madeira.

 

Sei que alguns nomes de profissionais que integraram a ZYD-9 nesse tempo, estão ausentes nesta lista. Que me perdoem pelo grave lapso. Não consegui recordá-los.

 

Os sonoplastas: Cesar Hildo, Adriano Cesar, Luis Miquelino (Jacaré) Paulo Mota, João Petrolitano, Carlos Alberto, Dolores Silva (primeira sonoplasta do sexo feminino) Discotecária: Terezinha Batalha e o irmão do Zezinho Melo e João Nascimento, técnico eletrônico.

 

Funcionários: Oto Viana, Marçal, Sombra, Sebastião Araújo, Orlando Mota, Antônio Mota, Tereza Oliveira, Dona Lila, Ilma e Graça Oliveira. Não poderia esquecer a figura simpática e querida do nosso pitoresco “Cornélio de Freitas”.

 

Homenagens aos pioneiros: Índio do Brasil, Alfredo Mubarac, Garibaldi Brasil, Licênio de Azevedo Maia Sérgio Brasil, Maria Júlia Soares, Diomedes Andrade, Orsetti Gomes do Vale e Vilma Nolasco.

 

Os radialistas da emissora dos Dantas nesse período eram: José Simplício, J. Almeida, Juvenal, Elizeu Andrade, Ermari, Ulisses Modesto, e J. Conde (Criatura de Deus).

 

João Lopes, Nilda Dantas, Campos Pereira e equipe de esporte: J. Xavantes, Raimundo Fernandes, Olavo (Papagaio) Chico Pontes, Valdemir Canizo e João Braña;

 

 Altemir Passos, Vilma Nolasco e outros locutores da Difusora que também deram suas contribuições. Aldazemir Neves (sonoplasta).

 

Por Gilberto A. Saavedra – Jornalista e Radialista

 

  ESTÊVÃO BIMBI E O MUNDO CÃO O DIA EM QUE O GRANDE RADIALISTA E JORNALISTA CHEGOU À DIFUSORA ACREANA. Por Gilberto Saavedra - jornali...