sexta-feira, 22 de setembro de 2023


 RELATO DE MINHA MODESTA PASSAGEM NO RÁDIO ACREANO

RADIONOVELA “O EGÍPCIO” NA DÉCADA DE 70
Gilberto Saavedra -
Rio de Janeiro- 23/11/2015. A novela “OS DEZ MANDAMENTOS” que foi exibida pela rede Record, caiu no gosto do povo como a grande sensação da televisão brasileira.
A saga de Moisés e do coração duro (de pedra) do Faraó do Egito, Ramsés, faz me voltar no tempo ainda como locutor da ZYD-9, recordar e sentir saudade da incrível radionovela “O Egípcio”, transmitida pela nossa querida Rádio Difusora Acreana, na década de 70.
“O Egípcio” da escritora paulista Ivani Ribeiro (1916/1995), conta uma estupenda história de ficção, acontecida no Egito antigo nos tempos dos faraós e que também tem uma passagem de Moisés.
A mocinha Mineia, atriz Elaine Cristina, (13/05/1950) e o seu galã Radamés, ator Ézio Ramos, falecido em (1999) com 82 anos, balançavam os corações do público ouvinte.
Com suas aventuras o casal constantemente se arriscava e tentava livrar-se das crueldades do vilão, o Marduk, ator e dublador Aldo César, paulista, (1928/2001).
O bruxo do temível labirinto do Minotauro, onde o feiticeiro aprisionava suas vítimas, causou muito medo e arrepios em todos os fãs. Uma história emocionante com muita bruxaria até o último capítulo da historia.
Vivi e fiz parte da Difusora desse tempo, em que essa fantástica radionovela originou, deixando todos os fãs extasiados.
Nesta data, o radialista e advogado José Lopes era o diretor geral da emissora e eu o chefe do setor de programação.
Nesta história, vou relatar para todos, como surgiu essa minha ideia mirabolante sobre a vinda da radionovela “O Egípcio” para a Rádio Difusora Acreana e como ela mudou o conceito da emissora.
Foi um grande empreendimento da ZYD-9, que não mediu esforços na aquisição da produção radiofônica.
A radionovela bateu o recorde de público ouvinte. “O Egípcio” foi considerado por todos como o maior sucesso de todos os tempos, transmitido pela “Voz das selvas”.
A pesquisa de ‘audiência do público’ era realizada por alguns funcionários (também participei) e colaboradores da Rádio Difusora Acreana no interior do Estado, época em que ainda não existiam, institutos de pesquisas de opinião pública no Acre.
Mas o que levou a direção da emissora estatal fechar um contrato dessa magnitude? Principalmente, por que naquele instante a arrecadação com propagandas na emissora não era das melhores e, com isso, poderia ter dificuldade de honrar o compromisso com os produtores da radionovela.
MOTIVO
Brigar (disputar) pela audiência na capital rio-branquense com a rádio Nova Andirá que era líder, e com isso melhorar as finanças do departamento de publicidade da Difusora.
Embora, a emissora pública dispusesse de funcionário da União e Estadual, outro tipo de servidor recebia pela renda (interna) das propagandas, além das comissões.
A disputa pela audiência em Rio Branco entre as duas emissoras iniciou-se logo após o advento da rádio Novo Andirá. A batalha foi travada, mas a Difusora teve que percorrer um longo e difícil caminho.
Embora seja esquecido pelas mídias do meu Estado natural o Acre - (Feijó), elucido que, como radialista da Rádio Difusora Acreana, onde trabalhei 17 anos (1966/1973) e 1995/2005 como Correspondente de Jornalismo do Rio de Janeiro, com o meu trabalho, com muito esforço e empenho contribuí por um rádio melhor, há mais 50 anos.
Portanto, esclareço que, não há razão minha de levar para o túmulo eterno, uma pequena e singela história, mas de grande valor (histórico) para a Difusora nunca divulgada pelas (mídias do Acre), e que não é só minha, mas de todos os funcionários que trabalharam e integram atualmente a emissora.
Todos os belos e ricos relatos escritos por profissionais da comunicação pertencem ao público ouvinte que ama a Difusora.
HISTÓRIA NÃO CONTADA
Homenagem singela e justa, àqueles que com seus incansáveis esforços alavancaram o desenvolvimento do Acre.
RELATO (Gilberto Saavedra - Jornalista).
Tudo começou em 1966, ano em que a emissora dos Dantas, foi colocada no ar.
O Radialista Natal de Brito era o diretor da Rádio Difusora Acreana. No início da data em questão aos 19 anos de idade, fui aprovado no teste de locução pelo Natal e passei a integrar ao quadro de locutores da Rádio Difusora Acreana.
Antes me preparei fazendo propaganda de filmes do cine Rio Branco.
Como iniciante na carreira eu fui colocado ao lado de Rivaldo Guimarães apresentador do “Bom dia Acre”.
Durante o programa lia somente os textos comerciais.
Como tudo em nossa vida profissional é espinhoso de si conquistar, no rádio, também não seria diferente.
Por essa razão, prestava muito bem atenção nos que os apresentadores e locutores transmitiam.
Certo dia quando estava chegando à emissora para trabalhar, o Natal já me aguardava na frente da rádio, muito nervoso. Quando me aproximei, ele com aquele seu vozeirão que lhe era peculiar, exclamou!
“Graças! Você chegou. “Bendito sejas tu”. A partir de hoje Saavedra, você será o novo apresentador do programa “Bom dia Acre”. O Rivaldo foi transferido. Infelizmente, não podemos mais contar com ele”, finalizou-o muito triste.
Além do Natal do Brito meu (mestre) e que ele sempre falava que eu era um bom discípulo, o amigo de muitos anos (infância) e depois juntos (ofícios) na (imprensa oficial) o locutor Rivaldo Guimarães, mas tarde Juiz de Direito da Criança e Adolescente, também foi para mim um bom professor e ótimo colega de trabalho.
Ainda contava com o querido Mota de Oliveira, que me deu as informações necessárias de com fazer um bom programa de saudade. Meu amicíssimo Cícero Moreira era um dos meus amigos do peito.
Ele me deu as coordenadas do programa de mensagens, de como interpretar a leitura de cada aviso do ouvinte, com conteúdos distintos e às vezes sombrios. Tudo isso só com um olho. (tinha perdido uma das visões).
Tempo depois, o Natal de Brito baixou uma portaria interna indicando-me para exercer a função de ‘contrarregra’, mas também continuava, com o que fazia antes.
Tive o privilégio de trabalhar com essas feras do rádio:
Natal de Brito, Cícero Moreira, Mota de Oliveira, Eurico Filho, Anselmo Sobrinho, José do Souza Lopes, Estevão Bimbi e etc.
Em 1968, assinei um contrato na Secretaria de Educação como funcionário estadual na função de locutor do governo. Esse contrato foi o Natal que conseguiu.
A Difusora ainda fazia parte do Departamento de Cultura, que tinha como diretora a professora Edir Marques.
Ele queria me transformar num exímio locutor de transmissões oficiais do governo.
Levou-me uma vez pra ver como funcionava. Não gostei e não levei a sério sua proposta. Acho que não dava para o negócio e ficou por isso mesmo.
O Natal de Brito com sua experiência de anos, e de um excelente perfil como profissional de rádio, não media esforços para ajudar todos os que estavam interessados em seguir a carreira de radialista.
Ainda sob o seu comando e nas gestões de Eurico Filho e José Lopes, muitos jovens ingressaram no quadro de locutores da Difusora Acreana:
José Valentim Santos, Agnaldo Guilherme, Agnaldo Martins, Raimundo Nonato (pepino), Nivaldo Paiva, Edson Soares. Lino Braga e a querida Nilda Dantas.
Os sonoplastas Adalberto Dourado, Zezinho Melo e Jorge Cardoso por merecimentos (competência) os três passaram a integrar o quadro de locutores.
Depois na gestão de José Lopes, chegou Estevão Bimbi (ex-rádio Mayrink Veiga), que já era profissional e transformou-se no (grande do rádio no Acre).
Acredito que o Bimbi, tenha sido nesse meu primeiro período de Difusora, o primeiro radialista de fora do Estado do Acre, a ocupar o microfone da mais antiga.
Ainda lembro-me do dia em que visitou a emissora pela primeira vez.
O Zé não se encontrava no recinto e o recebi. Grande Comunicador.
Mais tarde criou o “Mundo Cão”, um programa de grande audiência. Trabalhamos juntos na Difusora ainda um bom tempo. Excelente jornalista. Um ótimo colega de profissão. Infelizmente deixou o nosso mundo muito cedo. Gostava muito dele.
Dentro do meu tempo e dos colegas de profissão a nossa labuta diária era sempre de muito trabalho e dedicação.
Colocávamos a rádio no ar, às cinco horas da manhã, eu e Jorge Cardoso, quando ele ainda era (sonoplasta), um programa de músicas sertanejas.
Gostávamos de fazer. Recebíamos muitas cartas de ouvintes pedindo para tocar uma determinada música.
Os pedidos vinham mais do interior, principalmente dos seringais, colocações etc. Enviavam lembranças e presentinhos. Um dia ganhamos um abacaxi gigante de Tarauacá. Isso foi antes do lançamento do “Compadre Lico”.
Cumpria a escala pela manhã até o meio dia. Aproveitava os (intervalos) entre os programas para dar um pulinho no mercado para reforçar o organismo.
Retornava à tarde, após a Hora do Brasil. Apresentava o bispo Dom Giocondo Maria Grotti na Hora do Ângelus, lia as mensagens e depois ficava livre.
Com o falecimento do nosso saudoso radialista Mota de Oliveira, passei a cobrir o horário deixado pelo nosso colega.
O programa chamava-se Recordar é viver e que tinha a cara do Mota de Oliveira.
Tempo depois, o Nivaldo Paiva assume o comando do programa.
Tudo era difícil no rádio. A mão de obra de profissionais no mercado era escassa.
Ainda não existiam escolas (faculdades) de Comunicação. Por esses motivos os profissionais desse tempo tinham a obrigação de aprender tudo na prática.
Todos trabalhavam muito em prol de um rádio melhor. Só quem fez rádio nessa época é que sabe dos enormes desafios que tinham que ser superados para não deixar a emissora fora do ar.
As dificuldades já começavam nos obsoletos aparelhos de transmissão da época. Numa externa, por exemplo, tudo era complicado.
A começar pelo grande volume de fios a serem transportados com antecedência e armar toda aquela pesada parafernália.
Não tem comparação com os dias atuais. A tecnologia da informação deu um grande salto. Hoje se faz uma externa, instantaneamente, no momento do acontecimento e tudo muito simples.
Basta usar o celular com transmissão ao vivo ou editada. Fiz muitas transmissões para Difusora também, daqui do Rio de janeiro, já com a nova tecnologia usando somente o telefone celular.
É uma maravilha, são outros tempos. Antes do computador nada disso existia no rádio.
Eu me lembro de um gravador da Philips (ainda com rolo) que pesava mais ou menos uns dez quilos, que era usado para as entrevistas externas da Difusora. Nesse período, não existia nenhum acessório radiofônico sem fio.
Por isso e outras coisas, o profissional daquela época tinha que ter uma grande força de vontade e amor ao rádio.
Parabéns ao grande profissional técnico, João Nascimento. Sempre (sem hora e sem dia) levou todo o rádio nas costas.
Merece sempre ser lembrado. “Um funcionário público exemplar”
Primeiro, faltava mão de obra especializada e os poucos que tinham no mercado logo se mandavam para um emprego melhor.
A própria tecnologia da época não ajudava muito. Quase todos os programas eram divulgados ao vivo. Quando se tinha erro, pedia desculpa e continuava, pois a falha já estava no ar.
Até 1970, o próprio Noticiário Oficial do Governo do Estado, apresentado antes pelo competente e inesquecível Índio do Brasil, depois Natal de Brito, Laurentino Pinheiro (irmão do Natal), Altemir passos, Anselmo Sobrinho e por mim às seis horas da manhã (repetição da noite anterior), eram transmitidos ao vivo.
Foi a partir da apresentação desse informativo que me interessei pelo radiojornalismo (1969).
Quando há um trabalhado editado, têm-se todos os recursos. O lapso é zero. A emissora possuía todo o equipamento necessário para o seu desenvolvimento, mas as matérias do Noticiário do governo chegavam em cima da hora, já sem tempo para editá-las.
As transmissões oficiais externas realizadas por Natal de Brito e Anselmo Sobrinho, José Lopes, Campos Pereira e Estevão Bimbi eram todas gravadas sob a responsabilidade do velho guerreiro de guerra, João Nascimento.
Depois de Índio do Brasil e Natal de Brito, Considero o radialista Anselmo Sobrinho (jornalista e advogado) como o melhor locutor em transmissões oficiais do Acre.
Tinha uma grande desenvoltura e um improviso fantástico. Mais, também, tivemos outros grandes profissionais nesse tipo de transmissão.
Nunca participei das transmissões oficiais. Preferia dar o apoio nos estúdios. Mas gostava das transmissões de carnaval nos clubes Rio Branco, Juventus e na Sociedade Recreativa Tentamen. Participava muito com Anselmo Sobrinho.
RÁDIO NOVO ANDIRÁ
Após a entrada no ar da rádio Novo Andirá (1966), A RDA perde a hegemonia na capital.
A mais antiga emissora do Acre (fundada em 1944) possuía uma equipe com bons profissionais, mas não era o suficiente para reverter o quadro de liderança.
A nova emissora já iniciava os seus trabalhos radiofônicos com uma boa vantagem sobre a Difusora.
Veja: usufruía dos seguintes privilégios: emissora nova, programação voltada para os jovens com muita música, época da jovem guarda.
“Sintonizada em freqüência de Onda Média, que produzia um melhor som, sem nenhum sinal de interferência em sua faixa, além de só ela ser captada num novo tipo de receptor portátil o “radinho de pilhas”, que era a coqueluche do momento”.
Na época, os receptores de rádio dos automóveis e taxis só sintonizavam a freqüência local da rádio Novo Andirá, ficando de fora o som da Difusora por ser em ondas curtas, cobrindo toda Amazônia, muitos estados brasileiros e países distantes. Depois o (Zé deu um jeito nisso).
E assim, comandando a preferência do ouvinte e sem ameaças da Difusora, a nova emissora rádio Nova Andirá trilhou como líder de audiência na cidade de Rio Branco, ainda por um bom período.
Os radialistas da emissora dos Dantas nesse período eram: Alfredo Mubarac, José Simplício, J. Almeida, Juvenal, Joāo Braña, Elizeu Andrade, Ulisses Modesto, J. Conde, João Lopes, Nilda Dantas, J. Xavantes, Campos Pereira, Raimundo Fernandes e equipe de esportes. Altemir Passos, Vilma Nolasco e outros locutores da Difusora que também deram suas contribuições. Aldazemir Neves (sonoplasta).
GESTÃO JOSÉ LOPES (Difusora Acreana 1969/71).
Em 1969 o advogado e radialista José Lopes é nomeado para exerce o cargo de diretor-geral da Rádio Difusora Acreana.
A nova gestão aspirava uma rádio mais eclética. Primeiramente procurou trabalhar a parte de propagandas da emissora, fortalecendo o departamento de Publicidade. E com muita força de vontade resolve inserir na programação da emissora, novas atrações.
O novo diretor da ZYD-9 resolve baixar algumas portarias internas: passo a acumular duas funções de confiança: assumo os setores de programação e artístico da Rádio Difusora Acreana. A ideia de José Lopes era competir com a rádio Novo Andirá, hoje, rádio Capital.
Mesmo com todos esses predicados à frente da Difusora, José Lopes não esmoreceu.
Ele inteligentemente sabia que a aparelhagem em Ondas Curtas da Difusora (AM), principalmente, para o interior do estado, jamais conseguiria ganhar na capital da rádio Novo Andirá, mas poderia competir de “igual para igual” em determinados horários com a implantação de novas atrações e de impacto!
NOVAS ATRAÇÕES
Começamos a pesquisar e analisar os programas de grandes audiências da programação da nossa concorrente. Depois de meses de um minucioso e exaustivo trabalho de análises, colocamos o novo plano em ação. Tudo com lucidez. Com saída de alguns programas e entradas de novas atrações.
Na abertura dos trabalhos da emissora:
Às cinco horas da manhã, “Compadi Lico” (Compadre) Programa sertanejo com muito forró e que marcou uma época.
“Cinco minutos com a notícia” – José Valentim Santos.
(informativo de hora em hora - jornalismo)
Horário nobre (manhã) “O Egípcio”-radionovela-Gilberto A. Saavedra.
(Pedido do público ouvinte “O Egípcio” também era reprisado noutro horário). Ninguém queria ficar sem ouvi-lo.
Horário nobre (manhã) “A última testemunha”. Radionovela que estreou depois do encerramento de “O Egípcio”.
Horário Nobre (manhã) – Programa “Não diga não nem né” - Gilberto A. Saavedra.
Às nove horas da noite – Grande jornal da noite – Jornalista Elzo Rodrigues e Gilberto A. Saavedra.
Depois entrava no ar - Recordar é viver – Nivaldo Paiva
(retorno desse programa de saudade, que antes era apresentado por Mota de Oliveira).
Domingo à noite no auditório da Difusora – Programa de palco – José Lopes (Por falta de espaço o programa foi transferido para o cine Acre).
Obs. Foram citadas nessa programação só as novas atrações.
O Boletim de hora em hora “Cinco minutos com a notícia” com José Valentim Santos, teve uma boa aceitação por parte do ouvinte.
RADIOJORNALISMO
Colocamos no ar o “Grande Jornal Falado da Noite”. Tivemos que trabalhar muito para poder transmitir esse noticioso na Difusora.
A equipe era pequena, mas com determinação e força de vontade conseguiu chegar a um denominador comum: no comando do jornalismo da Difusora tínhamos o jornalista Francisco Cunha, que reside no atual momento em Brasília.
No telégrafo a figura de Francisco Pinto - Madureira (falecido) que captava as informações através das Agências de Notícias nacionais e internacionais.
O Jornalista Elzo Rodrigues como chefe da assessoria de Imprensa do Gabinete Civil do governador Jorge Kalume, se encarregava das informações locais e estaduais confeccionadas na Assessoria por Mauro D’Avila Modesto, Carlos José A. Esteves e equipe.
Gilberto A. Saavedra
Complementando o trabalho da equipe de jornalismo, tinha a incumbência de com um gravador, gravar os noticiários das emissoras a Voz da América, BBC de Londres ou Globo. Tudo feito de madrugada (quatro da manhã) em casa.
O jornal era apresentado à noite por mim e Elzo Rodrigues. Faço questão de dizer, que o nome do noticioso o “Grande Jornal Falado da Noite”, foi uma justa homenagem ao excelente profissional o radialista Natal de Brito.
Foi ele o idealizador do “nome” do Jornal em épocas passadas na Rádio Difusora Acreana.
O referido jornal era apresentado também pela manhã (bem cedinho) somente por mim.
Mas ainda estavam faltando três atrações que iriam completar essa nova programação da Difusora, na época do radialista de José Lopes.
O próprio colocou no ar um programa dominical à noite, com os valores artísticos regionais, diretamente do auditório da emissora, e que depois passou a ser apresentado no cine Acre, por ser o espaço maior. O cine ficava lotado para prestigiar os valores da terra:
O programa competia (em horários diferentes) com o programa de palco do J. Conde (manhã), que era apresentado aos domingos pela Novo Andirá. Na época, não havia ainda televisão no Acre.
A nossa cartada foi colocar no ar na Difusora, a radionovela “O Egípcio” de Ivani Ribeiro, no mesmo horário que era apresentado na rádio Novo Andirá, um dos programas campeões de audiência, e que era apresentado pelo melhor locutor da época, o imbatível Altemir Passos, além do galã José Simplício (jornalista) que também tinha um programa muito chato (difícil) de vencê-lo.
A radionovela conseguiu fazer concorrência nesse horário pela manhã, e com a proeza de ganhar o horário nobre, pela primeira vez.
“O Egípcio” foi um grande sucesso da Difusora e só visto há muito tempo com a radionovela “O direito de nascer”.
Quando se passava pelas calçadas das casas, ouvi-se o possante som em alto volume nos receptores de rádio da época, marca “Transglobe”, da Philco ouvindo-se “O Egípcio”.
A apresentação dessa fantástica radionovela derrubou a audiência da rádio Novo Andirá. Todos nós da Difusora Acreana, logo de início, ficamos espantados com a grande repercussão.
Esta é uma pergunta que posso responder com convicção. Mas, nunca foi divulgada nas mídias do Acre.
Talvez, por ter sido na época um assunto confidencial (interno da emissora) entre os diretores e não diretamente ao público. Tínhamos que manter segredos profissionais para alcançarmos os nossos objetivos de surpresas.
Estávamos pesquisando atrações radiofônicas, que pudessem pelo menos chegar perto em audiência do conceituado programa do Altemir Passos.
O José Lopes e o Estevão Bimbi, já como chefe do setor artístico, sempre em sintonias com as outras emissoras do país em busca de algo novo, novas ideias que pudessem implantar na Difusora.
Até tal momento não se tinha conseguido nada de novo. Todos os programas eram e são parecidos uns com os outros.
Não passava pelas nossas cabeças nenhuma radionovela. Aliás, nunca tínhamos cogitado esse tipo de atração em nossas pesquisas.
Mas depois de um bom tempo, surgiram-me duas ideias mirabolantes. Apresentei aos colegas e eles aceitaram.
A primeira ideia é sobre a vinda da radionovela (O Egípcio) para a Rádio Difusora Acreana.
Tudo começou por acaso. Uma experiência minha vivida no Rio de Janeiro, e que no meu retorno a Rio Branco, foi repassada aos gerentes dos cines Rio-branco e Acre.
Gostava de assistir filmes e anotar. Tinha um caderno de capa dura, tipo (tabelião) onde anotava os nomes das películas e suas características.
Tratava-se de um “diário de filmes” com centenas deles. Os nomes (títulos), produtoras, sinopses, elencos, coloridos (tecnicolor) ou em preto e branco, etc.
Muitas superproduções do gênero drama épico. Vou citar apenas as que eu mais apreciava e muitas delas foram lançadas nas telas da nossa cidade:
El-Cid - Ben-Hur - Os Dez mandamentos – Cleópatra - Guerra de Troia - O Egípcio – Spartacus - Sansão e Dalila. Filmes de guerras: Os canhões de Navarone - O mais longo dos dias - e muito mais...
Naqueles tempos ainda sem a televisão em Rio Branco, ia se mais ao cinema. Esse diário foi repassado (aos cines) em meados de (1965). Essas fitas cinematográficas citadas com o decorrer do tempo muitas delas foram lançadas nos circuitos de Rio Branco.
Um belo dia lá estava em cartaz o filme “O Egípcio” no cine Acre. A película foi um sucesso de bilheteria. Sessões esgotadas. Fiquei bastante impressionado com o impacto que o filme causou.
Eu tinha assistido “O Egípcio” no ano de 1962 no Rio de Janeiro. Uma produção americana de 1954, com Vitor Mature.
Um belo filme com uma das melhores trilhas sonoras já compostas. História no antigo Egito dos faraós.
Em Rio Branco levei a minha mulher para ver o filme. Mas só conseguimos assistir na segunda apresentação. Ficamos impressionados com o grande sucesso produzido pelo filme em Rio Branco.
Depois em cartaz, assistimos ver o filme Sansão e Dalila, (também já tinha visto antes). Por coincidência com o mesmo astro que interpretou “O Egípcio” com Vitor Mature.
No dia seguinte voltamos a falar do filme, que também teve uma grande aceitação por parte do público cinéfilo.
Comentei para a minha mulher que o cinema estava parecendo com a estreia do filme “O Egípcio” com tanta gente na fila. Falei pra ela (falei por falar), não sei qual a razão, mas que existia uma radionovela brasileira com esse mesmo nome, “O Egípcio”.
Ela sabia das nossas dificuldades em colocar no ar na Difusora, uma atração diferente e que pudesse causar um grande impacto.
Porém, sem pestanejar, inteligentemente a minha esposa bradou!
[Alany - minha mulher] “Manda o Zé Lopes trazer essa radionovela”!
[Saavedra] “Radionovela”?
[Alany] “sim! Aproveita a grande repercussão que o filme “O Egípcio” provocou e traz à radionovela”.
[Saavedra] “Se eu não estiver enganado a única radionovela apresentada pela Difusora foi o “Direito de nascer” e já faz muito tempo. Mas o povo gostou!”
[Alany] “Então! Está na hora de vir outra. Fala para ele!”
Por alguns instantes fiquei mudo, Mas logo em seguida comecei a sorrir.
[Alany - minha mulher] “Qual o motivo do riso?”
“E que você acaba de dar uma ideia mirabolante”. Vou agora mesmo falar com o Zé Lopes e o Estevão Bimbi.
Como existia a radionovela brasileira com o mesmo nome do filme, mas com (histórias diferentes), aproveitamos o êxito da tela em Rio Branco (pegamos carona), e o José Lopes fechou contrato e mandou trazer a radionovela.
“O Egípcio” chegou pelas mãos de Evair; esqueci o (sobrenome) dele, que veio pessoalmente de Mato Grosso, com a gravação (carretel) da radionovela.
. Ainda emociono-me com tudo isso, pois não poderia adivinhar que essa minha pequena parcela fosse produzir essa conseqüência.
Benditas palavras quando mencionei para minha esposa o nome da radionovela “O Egípcio”.
PROGRAMA NÃO DIGA NÃO, NEM NÉ.
A minha segunda sugestão foi trazer para a Difusora o programa “Não diga não, nem né”.
O apresentador escolhia um tema e o ouvinte tinha que conseguir falar com ele durante 30 segundos sem dizer “não e nem né” para ganhar um prêmio.
Esse programa de criação do Radialista Miguel Vacaro Neto, era apresentado por ele na rádio Tupi de São Paulo.
A emissora interessada solicitava autorização para transmitir o programa.
Foi o que fizemos, enviando uma carta aos cuidados da jovem e bonita bancária, Mirian Fontenele, que estava se transferindo para o BASA no Rio de Janeiro, mas antes passou em São Paulo e entregou a missiva pessoalmente ao radialista da Tupi.
Ele leu a carta e, logo em seguida dentro do seu programa autorizou a transmissão do “Não diga não, nem né” pela Difusora Acreana.
COMENTÁRIO DE JOSÉ LOPES –
”Ele não seria bobo em dizer não a bela acreana Mirian Fontenele”, ressaltou José Lopes. “Esse programa foi colocado no ar pela primeira vez na Difusora logo após o encerramento das radionovelas “O Egípcio”“.
“Com o programa no ar, iniciou-se uma grande disputa pela audiência entre as duas emissoras no horário nobre (manhã) e uma rivalidade profissional entre os dois apresentadores (Altemir Passos x Gilberto Saavedra)”, finaliza José Lopes.
Gilberto A. Saavedra
Ainda me recordo que estreei o programa sem o cronômetro (não possuía) que contaria o tempo do diálogo com o participante. Uma senhora (ouvinte) foi aos estúdios da Difusora e nos presenteou com um lindo cronômetro de bolso.
(Essa senhora era esposa do Thomaz, filho do Capitão Beco, família tradicional conhecidíssima na cidade).
Quando deixei a rádio Difusora (1973), entreguei pessoalmente o cronômetro, ao novo diretor geral do Serviço de Divulgação do Acre (SERDA), Mário Lima. Adalberto Dourado foi o escolhido para ser o novo apresentador.
“Sentia-me feliz com o sucesso e toda equipe, quando ouvintes da Novo Andirá, ligavam para a Difusora dizendo que iam denunciar o programa por não ter autorização”. (Nós tínhamos a autorização).
Por se tratar de um relato histórico de um período da Rádio Difusora Acreana, é bom que se saiba: de alguns acontecimentos internos que aconteceram, e que não teria importância se essas pessoas não fossem públicas.
DEPOIMENTO

Gilberto A. Saavedra
_ “Considero a “voz” de Altemir Passos como a mais bonita do rádio do Acre. Trabalharam juntos na mais “antiga” e nos tornamos amigos. Já nos anos de 1996/7, do Rio de Janeiro, participava diariamente da transmissão de um programa sob o comando dele, na Difusora Acreana”.
HOMENAGEM PÓSTUMA
Acho o Natal de Brito, o melhor radialista de toda a história do rádio acreano.
Foi o mais completo (competência e dedicação). Fez de tudo no rádio. Foi excepcional.
Se os profissionais das mídias do Acre promovessem concursos nesse estilo, o Natal de Brito levaria todos e seria agraciado com o titulo de “HORS CONCOURS”.
EPISÓDIO
[Saavedra] “Já cansado na Difusora, de ler centenas de dedicatórias em homenagens ao dia das mães, não vi que do lado de fora do estúdio, o Natal me olhava atentamente com mais dedicatórias. Gesticulei e ele entrou.
Sentou ao meu lado, olhou pra mim e sorriu. “Com o polegar para cima, deu sinal de ok, para o sonoplasta, e começou também a divulgar as dedicatórias das mensagens”.
Como radialista (qualquer um), é impossível não ser fã do trabalho do ‘grande’ Natal. Realizei o meu sonho como locutor de trabalhar com ele.
UM PRESENTE DA DIFUSORA
AO RADIALISTA GILBERTO A. SAAVEDRA.
O Zé fazia questão de dizer aos que lhe perguntavam que a transmissão do casamento pela Difusora, era um presente da emissora ao Radialista Gilberto de Almeida Saavedra, pelos relevantes serviços prestados ao rádio. Segundo ele (não pesquisado) foi o primeiro casamento transmitido pela Difusora, ao um integrante da sua equipe.
Os colegas de rádio em seus programas costumavam brincar comigo falando sobre o casamento.
“Até o nosso saudoso e querido bispo, Dom Giocondo Maria Grotti, que apresentava na Difusora a ‘Hora da Ave Maria”, me presenteou com a celebração do enlace.
O grande dia chegou. O enlace foi celebrando na Catedral Nossa Senhora de Nazaré.
Os padrinhos da noiva foi o casal Geraldo Gurgel de Mesquita (ex-governador) e esposa, e do noivo a família Castro.
A festa na casa da noiva, Maria Alany Mesquita de Sousa, localizada no Bairro da Cerâmica recebeu os convidados.
Meus amigos e colegas de imprensa da época compareceram em massa. Infelizmente muitos já não estão entre nós. Faço questão de (reverenciá-los):
José Lopes, meu compadre Anselmo Sobrinho Silva, Campos Pereira, Nivaldo Paiva, Jorge Cardoso, Compadre Lico, Orlando Mota, Cláudio Mota, Zé Conde, Luiz Rodomilson. Delmiro Xavier, Cícero Moreira, João Nascimento, Elzo Rodrigues, Orsetti do Vale, Rivaldo Guimarães, Jurivaldo Brasil, Manoel Ribeiro e muitos que não me recordo no momento.
Considero o tempo com José Lopes, como o melhor de minha carreira como radialista na Difusora Acreana.
Nele, vi todo o nosso projeto ter êxito quando chefiava o Setor de Programação, mas que a graça alcançada, foi fruto de muito trabalho e seriedade, de todos que fizeram parte desse período da “Voz da Selva”.
- José Lopes (Direção Geral);
- Gilberto A. Saavedra (Chefe do setor de Programação);
- Estevão Bimbi (Chefe do setor Artístico);
-Francisco Cunha (Chefe do departamento de Jornalismo)
- Elzo Rodrigues e José Valentim (noticiaristas);
- Mauro D. Modesto e Carlos José A. Esteves (na produção de matérias no palácio);
- Francisco Pinto, Madureira (Chefe do Telégrafo);
- William Modesto (Chefe da Equipe Esportiva;
-João Nascimento (Chefe do setor técnico).
Quando José Lopes deixou o cargo de diretor da Difusora, aproximadamente em 1971, assumiu interinamente, Francisco Pinto, e depois Anselmo Sobrinho Silva.
Nas novas gestões passo a exerce também a função de chefe do Escritório da Rádio Difusora Acreana.
Durante os carnavais nos Clubes da cidade, Rio Branco, Tentamen, Juventus etc. Anselmo Sobrinho comandava as transmissões. Na equipe escalada por ele, meu nome sempre se fazia presente. Eu gostava desse tipo de comunicação. Anselmo Silva realizou dezenas de transmissões de assaltos de carnavais.
Nada mais gratificante do que ter o seu trabalho reconhecido.
O Jornalista Édison Rodrigues Martins, então diretor geral do Serviço de Divulgação do Acre (SERDA), inseriu o meu nome numa lista triunvirato ao lado dos já consagrados jornalistas Anselmo Sobrinho (advogado) e Gerardo Madeira (Jornalista) ao cargo de diretor geral da Rádio Difusora Acreana, vaga deixada por José Lopes.
Gerardo Madeira foi o escolhido pelo novo governador Wanderley Dantas. Mas não importa o resultado da preferência; O importante é o reconhecimento do efeito produzido pelo trabalho. Além do mais era muito jovem e toda uma vida pela frente.
Gerardo Madeira era um cidadão bem educado, simples e que sempre tratou seus subalternos com respeito e consideração. Antes de conhecê-lo pessoalmente, já o conhecia, mas, só de vista. Sempre notava a presença dele nas transmissões oficiais.
Nunca devemos julgar as pessoas apenas pela aparência. Nós sabemos disso, porquanto, pouca gente faz o procedimento correto. Há uma locução proverbial que diz “O hábito não faz o monge”. É verdade! Nessa eu me ferrei.
O Jornalista Gerardo Madeira era uma pessoa provida (bom coração) de humildade.
Logo após a posse dele como diretor da Difusora, em uma de suas primeiras audiências com o diretor geral do SERDA jornalista Édison Martins, teve a simplicidade de informar-lhe, que embora como jornalista graduado em faculdade, nunca tinha trabalhado em rádio, e que naquele momento estaria precisando do apoio de todos.
Só tempo depois, e que fiquei sabendo por intermédio do Jornalista Anselmo Sobrinho meu (compadre), que o preferido do Martins na época, seria eu, para diretor-geral da Difusora.
Um dos primeiros atos de Gerardo Madeira como diretor foi baixar uma portaria interna me nomeando Chefe dos Setores Artístico e Programação e que mais tarde passei um dos cargos (novamente) ao jornalista Estevão Bimbi (Setor Artístico).
Gerardo em sua gestão não perdeu tempo. Iniciou uma obra no prédio da emissora. Reformou os estúdios e salas com instalação de ar refrigerado em todas as dependências da rádio.
Em sua gestão, lamento apenas, a desativação do famoso auditório da Rádio Difusora Acreana.
Patrimônio Histórico e Cultural e que faz parte da história da emissora, de todos nós, que ainda, então crianças e jovens, participamos do apogeu da “Era de Ouro” do rádio acreano.
Espero que um dia, um novo diretor possa ativar novamente o famoso auditório. Os programas de auditórios ficaram para trás, todavia, jamais serão esquecidos de nossas lembranças.
Poderia aproveitar o auditório, em (caso fosse reativado) palestras, seminários, assembleias e coquetéis públicos.
.Gerardo Madeira naquele seu famoso fusquinha branco, todo o dia me apanhava em casa para o trabalho e depois dependendo do horário fazia o retorno.
Tornamo-nos amigos. Não tenho motivo para reclamar desse tempo maravilhoso que passei no rádio do meu Estado.
Participaram como (radialistas e jornalistas de 1965/73): Natal de Brito, Cícero Moreira, Mota de Oliveira, Altemir Passos, Rivaldo Guimarães, José S. Lopes, Etevaldo Gouveia, Anselmo Sobrinho, Theodomiro Souto (Teó), Chico Pop, João Filho, Gilberto A. Saavedra, Zezinho Melo, Jorge Cardoso, José Valentim Santos,
Agnaldo Martins, Agnaldo Guilherme, Adalberto Dourado, Mirian Fontenele, Edson Soares, Raimundo Nonato (Pepino), Nivaldo Paiva, Sérgio Quintanilha, Hugo Conde, Rita Batista, Estevão Bimbi, Nilda Dantas, William Modesto, Delmiro Xavier, Mauro D’Avila Modesto, Joaquim Ferreira, Alício Santos, Luis Rodomilson, Eduardo Mansour e Gerardo Madeira.
Sei que alguns nomes de profissionais que integraram a ZYD-9 nesse tempo, estão ausentes nesta lista. Que me perdoem pelo grave lapso. Não consegui recordá-los.
Os sonoplastas: Cesar Hildo, Adriano Cesar, Luis Miquelino (Jacaré) Paulo Mota, João Petrolitano, Carlos Alberto, Dolores Silva (primeira sonoplasta do sexo feminino) Terezinha Batalha (Discotecária).
Funcionários: Orlando Mota, Antônio Mota, Tereza Oliveira, dona Lila, Ilma e Graça Oliveira. Não poderia esquecer a figura simpática e querida do nosso pitoresco “Cornélio de Freitas”.
Homenagens aos pioneiros: Índio do Brasil, Alfredo Mubarac, Garibaldi Brasil, Sérgio Brasil Maria Júlia Soares, Diomedes Andrade, Orsetti Gomes do Vale e Vilma Nolasco.
Oto Viana, Marçal, Sombra, Sebastião Araújo, Omar Sabino, Geraldo Brasil, etc.
“Sem união, ninguém, consegue chegar
nem numa “esquina de rua”. (Gilberto A. Saavedra)
No ano de 1973, por motivo de saúde viajei para o Sul do país em busca de tratamento médico. Gerardo deu-me todo o apoio. Infelizmente não retornei ao Acre e deixei a Difusora, retornando em 1995 até 2005.
Toquei minha vida pra frente no Rio de Janeiro. Trabalhei como apresentador de Show Musical em clubes; Locutor de agência de publicidade;
Fui “locutor da rádio Mauá do Rio de Janeiro no programa ‘Show da Tarde”, com João Paulo numa (seqüência de notícias esportivas). Ainda na cidade maravilhosa fui aprovado em concurso público dos Correios. Sou aposentado.
No ano de 1995, retornei aos microfones da Rádio Difusora Acreana, transmitindo (diariamente) as noticias diretamente da cidade do Rio de janeiro, como Correspondente de Jornalismo, principalmente para o programa Gente em Debate, sob a gestão do Diretor-Geral Raimundo Nonato Costa.
Já sob a direção do jornalista Washington Aquino, que me solicitou para continuar, aproximadamente até 2005. Sentia-me gratificado em prestar esse serviço ao jornalismo de minha terra.
Além do Washington Aquino, participavam das transmissões nos estúdios: Estevão Bimbi, José Simplício e Edvaldo Souza.
Nesses quase dez anos, do Rio de Janeiro, milhares de matérias foram transmitidas para a “Voz das Selvas”. As transmissões do Rio eram editadas na Difusora sob o comando de Ilson Nascimento (em memória).
As notícias divulgadas do Rio de Janeiro para Rádio Difusora Acreana e que às considero como mais importantes:
O Réveillon do Rio - Resultado das Escolas de Samba - Copa do Mundo Japão e Coreia 2002 na qual o Brasil sagrou-se Pentacampeões - Jogos Olímpicos de Pequim 2008 – A Grande Caçada da Polícia ao Juiz Nicolau “o Lalau”-
O emocionante afundamento no mar da Plataforma B-52 da Petrobrás, onde vários funcionários da empresa petrolífera brasileira foram arrastados juntos com ela para o fundo do mar.
- Ataque terrorista às torres gêmeas World Trade Center, nos EUA e a Guerra do Afeganistão, etc.
Fui também, convidado, e aceitei o convite do saudoso radialista, compositor e cantor Jorge Cardoso com o aval de (Silvio Martinello), para fazer parte do seu programa a “Grande Parada Musical” (aos sábado) na Rádio Gazeta FM, como Correspondente Musical do Rio de Janeiro.
Fiquei na ativa de 1995 com (interrupções) até 2004 e depois um período intercalado até 2009.
Foi muito satisfatório, transmitir para o meu saudoso amigo e colega de rádio JORGE CARDOSO, as músicas campeãs das paradas de sucessos no Rio, e as notícias daquele momento. “Jorge foi um batalhador, um dos meus sonoplastas preferidos na Difusora”.
Sou muito grato aos colegas de rádio que conviveram comigo e aos ouvintes que acompanharam essa trajetória. Tudo iniciado há (57 anos). De 1966/73 e 1995/2005. 17 anos de rádio no Acre.
No Rio de Janeiro fui locutor da rádio Mauá no programa “Show da Cidade” de João Paulo, na seqüência de esportes.
Trabalhei como funcionário público concursado dos Correios no Rio, durante vinte anos (1976/1996), até me aposentar.
Com muita força de vontade em terras estranhas e, além do mais, já casado e com uma (filha) consegui a graduação de bacharel em Comunicação Social (jornalismo) pela UNISUAM do Rio de Janeiro e Edição FINAL CUT para o sistema Operacional Mac OS X pela Faculdade CCAA do Rio de Janeiro.
Acredito (talvez) ser o radialista do Acre com o maior tempo em transmissão do Rio de Janeiro para a “Voz da selva”.
Embora ninguém saiba ou não dê o valor merecido ao meu trabalho na Rádio Difusora Acreana 1966/73, ou ao rádio do Acre durante dez anos (1995/2005) como Correspondentes de Jornalismo na cidade maravilhosa.
Frases (Gilberto A. Saavedra – jornalista)
“Às vezes a execução de um trabalho simples em nossas vidas,
pode de repente explodir de emoções, amor e carinho,
tornando-o “amado por todos para sempre”.
“Entanto existir a humanidade no mundo,
o “rádio jamais morrerá”. (Rio de Janeiro -2010)
(Gilberto A. Saavedra - Jornalista).
Agradeço imensamente, de coração, aos leitores que se interessaram pelo o assunto radiofônico do memorável passado do rádio acreano.
Face book – Gilberto Saavedra Saavedra.
Email –saavedragilberto@gmail.com
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