quarta-feira, 29 de abril de 2026

 

HOMENAGEM

AO PATRIARCA MANOEL FAÇANHA (GUARDA TERRITORIAL)

(Avô do Jornalista Manoel Façanha, cronista esportivo de nossa cidade futebolística)

(De Gilberto Saavedra)

Relato

Sou do tempo que, quando ainda menino,

já se falava do estimado Manoel Façanha,

‘Patriarca’ da família Façanha.


Ele era bastante conhecido e querido por todos.

Nessa época, nossa cidade ainda pequena,

tinha aproximadamente, uns 70 mil habitantes,

na qual, quase toda população se conhecia de vista.

Em meados de 1950/6/8, eu como coroinha de algumas missas

da Catedral de Nossa Senhora de Nazaré, notava sempre no ato litúrgico, o comparecimento do Senhor Façanha participando da missa matinal das 7 horas, aos domingos.

Às vezes, ao lado do meu pai que, também, não perdia uma cerimônia religiosa nesses horários domingueiros.

Manoel Façanha, atentamente, muito bem concentrado, ouvindo e olhando com seus belos olhos azuis e sua vasta cabeleira branca o sermão do pároco.

Toda classe eclesiástica tinha o maior carinho por ele.

Geralmente, nessa então época, as celebrações religiosas eram realizadas pelos padres: Thiago, já de idade avançada e Domingos – italiano muito jovem ainda, um homenzarrão.

O padre Domingos até 2016 (com mais de 90 anos ainda vivo, residindo na Itália).

O Sr. Manoel Façanha era uma pessoa amada pela sua família e amigos.

Muito inteligente e que prestou relevantes serviços ao Estado do Acre, na Guarda Territorial, deixando sua contribuição para o desenvolvimento do Acre.

Gostava de escrever poemas e declamar como poeta.

Alguns anos depois, um dos filhos do Senhor Façanha (não recordo o seu nome), que gostava de participar pela parte da tarde, de uma animada pelada de futebol, na qual eu também fazia parte;

O local era bem próximo de casa, num lugar chamado, campo do Seu Monteiro, perto das residências do Professor Jovino (em memória) e do Sr. Manoel Façanha.

Lembro-me de alguns nomes dos meninos do bairro que, gostavam de jogar futebol:

Kikito e Teó Souto; os dois irmãos eram bons de bolas. Teó faleceu no Rio de Janeiro num acidente de veículos, acho que na avenida Brasil muito tempo depois; foi várias vezes me visitar em casa.

O Sérgio (cantor e compositor) era ainda uma criança e o seu irmão Teó botava-o pra correr. Kkkk!

O Francisco (Kikito) reside no Espírito Santos.

Zé Maria (bom de bola), Tortinho, Bichano (a gente o chamava de ‘Pichano da Aidê), muito encrenqueiro e ruim de bola, mas a gente gostava dele, amigo do bairro.

Roberval Pereira (em memória), vascaíno doente, meu vizinho e amigo (faleceu em 2014 em Brasília) não jogava nada, mas era engraçado, gente fina; amigo do peito. Diariamente a gente se comunicava.

Euclides, (Wilson (meu irmão (vulgo Panelada) – em memória - faleceu em Manaus em 2020), Álvaro (Guru) do Aristarco, Ney da dona Lourdes, todos bons de bola); Lúcio, Dái e o seu primo Chico Pop, aliás, o Chiquinho era um barato; Chico Cuiú e o irmão Zé Palito sabiam jogar bem; o amigo Lua, mesmo pesado conseguia dominar a bola. Não posso esquecer do amigo Stélio Nobre, bom de bola também e que hoje, vive em Manaus, juntamente com à sua família.

Vanvão, Zeca e Piririca (irmãos), Agnaldo Dantas (vulgo Macaxeira), Otávio (boliviano), Caçote, Ubirajara, que tem uma irmã por nome de Nereida, Neguin, Malveira, Humberto, o Mário da professora Terezinha, Derei e Vute (ambos falecidos).

O filho da Cabocla (esqueci o nome) da família Birico e, eu, no ataque (com velocidade, domínio de bola e o drible) só não me tornei um jogador dos times do Acre, por obediência ao meu inesquecível pai. Kkkk!

Certo dia, os meninos foram surpreendidos no campinho com uma notícia muito triste:

O filho do Senhor Façanha que jogava futebol com a rapaziada do bairro, acabara de falecer.

era um rapaz bem forte - musculoso e saudável.

Embora, já adulto, (não lembro o nome dele (acho que, talvez João), mas recordo-me de sua fisionomia). Ele gostava de levantar o astral da turma das peladas.

Segundo informações desse tempo é que, ele suicidou-se por causa de uma jovem, sua namorada ou noiva.

O estimado Patriarca Façanha chorou muito com o falecimento do filho. O caso emocionou todo o bairro. O rapaz era muito querido pela rapaziada do futebol.

Mas, a vida continua, e o Patriarca Façanha sabia.

Anos depois, já refeito da tragédia, a vida familiar dos Façanhas retornava ao normal.

Certo dia, na antiga praça do Bar Municipal,

lá em baixo, nas proximidades de uma banca de Tacacá

(da mãe do Bate-Banha, então Cabo do Exército Brasileiro,

num bando da praça, lá estavam o meu pai, Professor Levy Saavedra e o Senhor Manoel Façanha,

Os dois sentadinhos, rindo, felizes que, pela prosa narrada, o assunto deveria ser “Fantástico”.

Nosso memorável soldado Façanha era avô do admirável Jornalista Manoel Façanha, cronista esportivo de nossa cidade futebolística.

Nosso tributo ao abnegado servidor público

o Patriarca MANOEL FAÇANHA.

(Jornalista e Radialista - Gilberto A. Saavedra)

 

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