quinta-feira, 11 de junho de 2026

 ARMANDO NOGUEIRA, O JORNALISTA ACREANO

QUE IDEALIZOU O JORNAL NACIONAL DA REDE GLOBO.

Por Gilberto Saavedra – Jornalista.
Em 2019, foi mostrado pela TV Globo, no Jornal Nacional, participação de âncoras de suas afiliadas em todo o país, em comemoração pela passagem dos 50 anos (cinquenta), do famoso noticioso.
Na ocasião, o Estado do Acre, se fez bem representar
pelo jornalista acreano, Ayres Rocha.

A Radiofonia acreana, sempre teve o privilégio de compor em sua equipe de Jornalistas – Radialistas, bons profissionais de Comunicação.
Nomes de grandes Locutores Noticiaristas (são os que apresentam os noticiosos), que passaram pelo rádio acreano:
Alfredo Mubarac, Índio do Brasil, Natal de Brito, Vilma Nolasco, Altemir Passos, Anselmo Sobrinho da Silva, Estêvão Bimbi, José Valentim, José Simplício, Nilda Dantas etc.
Todos esses Comunicadores, bem capacitados
estavam prontos para o trabalho nas melhores
emissoras do Brasil.
Em geral, o brasileiro não sabe, inclusive também
muitos acreanos, que, o Jornal Nacional da Rede Globo, foi uma criação do Jornalista acreano, Armando Nogueira.
Armando Nogueira, natural do Acre, da cidade de Xapuri, (14/01/1927), de pais cearenses que foram para o Acre.
Em 1944, com apenas 17 anos (dezessete) resolveu transferir-se para o Rio de Janeiro.
Seu primeiro emprego na antiga capital do país foi de ensacador.
Cursou Direito na UFRJ e, seu maior sonho, era ser jornalista.

1950, foi o ano que iniciou (seu sonho) sua carreira no jornalismo, no jornal, Diário Carioca, na seção de esportes.
Daí em diante, passou pelas revistas, Manchete (fundada em 1952 a 2000) pela Bloch editores - Cruzeiro (fundada em 1928 a 1975) dos Diários Associados de Assis Chateaubriand, ambas publicadas semanalmente em circulação nacional e, o jornal Diário da Noite.

No Jornal do Brasil, se consagra definitivamente, como redator e colunista, escrevendo diariamente, a coluna “Na Grande Área” (1961/1973), pela grande paixão pelos esportes e, de um modo especial, pelo futebol, tornando-se um dos mais conceituados cronistas esportivos do Brasil.

Armando Nogueira, Trabalhou na primeira produtora independente para Televisão, na qual, escrevia textos à extinta TV Rio para seu noticioso, nas vozes dos locutores Cid Moreira e Heron Domingues.

Em 1966, ainda escrevendo em sua coluna esportiva diária, Armando Nogueira, foi contratado pelo diretor da Central Globo de Televisão, Walter Clark, que ficara encantado com seu trabalho no jornalismo esportivo.

Na emissora da família Marinho, Armando Nogueira fundou juntamente com Alice Maria, a Central Globo de Jornalismo, que a partir daí, foi levado a sério pela emissora e profissionais da área, implantando telejornais com grande aceitação pelo público em geral.

No telejornalismo em rede nacional criou o Jornal Nacional, Globo Repórter e teve também participação na criação do Fantástico.

Esteve presente desde de 1954, nas Copas do Mundo e nos Jogos Olímpicos a partir de 1980.

Durante 50 anos (todo esse longo tempo), o jornalismo do JN se manteve em primeiro lugar, resultante de um trabalho longo, sério, impecável e louvável por todos, deixado pelo Jornalista acreano, Armando Nogueira, que trabalhou na emissora aproximadamente por 25 ano.

Em 1990 saiu da TV Globo, mas, não deixou de escrever para o esporte.
Sem sombra de dúvidas, no tempo em que Armando Nogueira, buscava dois apresentadores para JN, bem que poderia constar dessa privilegiada lista, o nosso querido e imbatível ‘Natal de Brito’, se na época, ainda estivesse na ativa, de sua brilhante carreira, mas infelizmente, já tinha encerrado.

Armando, com certeza, sabendo do seu potencial como um excepcional locutor noticiarista, como acreano não pensaria duas vezes.

Natal foi completo como locutor noticiarista, com uma voz grave (como um trovão), inconfundível que, Deus lhe deu, como um locutor ‘padrão de rádio’.

Recentemente (2016), foi vencedor do Concurso "O melhor locutor da história do rádio acreano (Hors Concours), realizado na internet com o apoio do blog Alma Acreana.

Quem teve o prazer de ouvir o inesquecível Natal de Brito, aprovaria essa escolha, não desmerecendo a escolha realizada pelo Armando da inconfundível dupla, a mais famosa que o JN já credenciou, Cid Moreira e Sérgio Chapelin.

Armando Nogueira morreu no Rio de Janeiro aos 83 anos, no ano de 2010, de um câncer no cérebro, deixando seu nome gravado nos anais da história do jornalismo esportivo e telejornalismo brasileiro.

Publicou 25 livros, sobre esportes.
Frases.
Sobre Pelé – “Se não tivesse nascido rei,
Pelé teria nascido bola”.
No Maracanã sobre Mané Garrinha:
“O anjo das pernas tortas”.

Se atualmente ainda fosse vivo (2020), pela sua ética como jornalista e seu bom caráter como cidadão brasileiro, como estaria pensando com o telejornalismo da Globo, que ele idealizou e tanto amou, e, agora, com pautas ditas por especialistas no assunto como tendenciosas por interesses?

Ele, inclusive, deixou a TV Globo (1990) por não concordar, com uma manipulação injusta, sem seu conhecimento, que aconteceu em 1989, entre os candidatos à presidência da República, Fernando Collor de Melo e Luiz Inácio Lula da Silva, na apresentação do compacto no dia seguinte do debate do segundo turno.


Ariosto P. Migueis de junho de 2021

Amigo jornalista, Gilberto Saavedra,

parabéns, pela minibiografia do Armando Nogueira.

Essa parte que você nos brindou, e fala de Rio Branco, eu convivi com ela.


Senão vejamos: ali na entrada da rua 16 de

outubro, Bairro xv, a sombra da Gameleira, tinha um casarão de madeira

coberto de zinco, do meu avô materno.

Nós morávamos lá, do lado esquerdo tinha uma bela casa,

na época tudo era de madeira.

Ao lado da casa ficava a Igrejinha, Nossa Sra. Da Conceição.

Foi nessa casa, que o Armando Nogueira quando veio de Xapuri, morou com a família, já falada.

Portanto meu vizinho, era uma simpatia, sempre que ia para o Ginásio acreano, eu estava na janela, ele acenava com a mão.

Quando o Major Donato, inaugurou o aeroclube, ele fez parte do grupo.


estava pilotando quando aconteceu um grave acidente,

ele e o Hélio Araújo estavam decolando, outra aeronave vinha

pousando e se chocaram, os dois que vinham aterrissando, faleceram na hora, não sei o nome deles.

O Armando e o Hélio Araújo, tiveram alguns ferimentos, inclusive ficaram com cicatrizes no rosto.

Eu convivi por um bom tempo com o Hélio, na pensão da dona Lusa, Mãe do Fuzarca, no Rio de Janeiro.

O Armando, não o vi mais, quando veio a Rio Branco, para a inauguração de uma escola com o seu nome, me informaram ter ele perguntado por mim, e

disseram a ele que eu estava no RJ.

Convivi todo o período da fundação da Rádio Difusora Acreana, e ouvia todos dias as ozes daqueles locutores, citados pelo Saavedra.

A voz do Natal de Brito, era inconfundível, se hoje ele estivesse entre nós,

tenho certeza, que estaria em dos programas de muita audiência das nossas televisões.

O Mota de Oliveira, também tinha uma excelente voz.

Grandes audiências em seus programas, Cicero Moreira, nas Serestas, e Campos pereira, na área de esportes.

Hojesão só saudades, para aqueles que tiveram a felicidade de ouvi-los.🌲

Ariosto P. Migueis

As pessoas esquecem os nomes que fizeram a história, é lamentavel. O nosso Heroi maior, merece todas as homenagens. Entretanto. Já e bastante lembrado, a sua sugestão procede, quem sabe a estrada que vai para o aeroporto, ser batizada com o nome, quando o conhecí já era Major, JOÃO DONATO.

·   5 anos

·       É verdade, podemos iniciar uma campanha sugerindo esses nomes. Ex. Estádio Campos Pereira, Arena Acreana.🌲

·      

·        Ariosto P. Migueis

O Wilson era o irmão primogênito do Armando Nogueira, casado com a Odaleia Maciel. Atleticano de raiz.🌲

·         4 anos

·        Responder

Chico Araújo

Armando Nogueira era um ser humano formidável.

Tive o prazer de conhecê-lo e travar alguns colóquios sobre o Acre.

Conheci-o através do escritor acreano-paraense Leandro Tocantis no

tradicional chá da tarde da ABI, na Rua Araújo Porto Alegre, no Rio de Janeiro, amigo Ariosto P. Miguéis

·         4 anos

·      Responder José Rebouças

nos orgulha, tudo isso! escrevam mais s\tudo isso!!!

·         4 anos

·          

·         Responder

 

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